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1 de agosto de 2026

Paraná teve 13 mil internações de idosos por queda em 2025 — e a maioria acontece dentro de casa

Dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná mostram 13.077 internações de idosos por queda em 2025 e 412 óbitos, sendo metade em pessoas com mais de 80 anos. As mulheres são maioria: 8.021 casos. A Sesa afirma que a maior parte dessas quedas pode ser evitada com medidas simples dentro de casa.

Paraná teve 13 mil internações de idosos por queda em 2025 — e a maioria acontece dentro de casa

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) registrou 13.077 internações de pessoas idosas por queda em 2025. Foram 412 óbitos, e 226 deles — cerca de metade — em pessoas com mais de 80 anos. As mulheres respondem pela maior parte dos casos: 8.021, contra 5.056 entre os homens.

O Paraná tem hoje cerca de 2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, 17,6% da população do estado.

"É uma questão de saúde pública com impacto direto na qualidade de vida, na independência e na sobrecarga dos serviços de saúde", afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

No Brasil inteiro, o cenário acompanha: segundo o Ministério da Saúde, 2025 teve 48.576 internações e 9.050 óbitos de idosos por queda — cerca de 24 mortes por dia.

A queda raramente é só uma queda

Em uma pessoa com mais de 70 anos, uma queda com fratura costuma ser o marco que separa "andava sozinha" de "precisa de ajuda para tudo". Depois da fratura vêm a cirurgia, a imobilidade, o risco de trombose e de pneumonia, a perda de massa muscular e, com frequência, o medo de cair de novo — que faz a pessoa se mexer menos e cair mais.

É por isso que prevenir queda é, na prática, preservar autonomia.

O que a Sesa recomenda

Medidas de saúde:

  • prática regular de exercício físico para fortalecer músculos e ossos
  • revisão periódica dos medicamentos com a equipe de saúde
  • dieta rica em cálcio
  • exposição solar moderada para produção de vitamina D
  • acompanhamento na Unidade Básica de Saúde, que também disponibiliza medicamentos para osteoporose pelo SUS

Medidas dentro de casa:

  • instalação de barras de apoio no banheiro, no corredor e ao lado da cama
  • melhora da iluminação, principalmente no caminho entre o quarto e o banheiro
  • remoção de obstáculos
  • retirada de tapetes e troca de pantufas escorregadias por calçado fechado com sola firme

A Sesa, em parceria com a Universidade Federal do Paraná, disponibiliza um manual de prevenção de quedas na pessoa idosa.

Os três horários de maior risco

Na rotina de quem acompanha idoso em casa, três momentos concentram a maior parte dos acidentes:

1. A ida ao banheiro de madrugada — sono, pressão baixa ao levantar e pouca luz. 2. O banho — piso molhado, giro do corpo e apoio em toalheiro, que não é feito para segurar peso. 3. O levantar rápido da cama ou da poltrona — a pressão cai, a vista escurece, o corpo vai junto.

Nos três casos, a solução é a mesma: luz acesa no caminho, ponto de apoio firme, tempo para sentar antes de levantar, e alguém por perto nos horários críticos. Quando o risco se concentra à noite, existe formato de cobertura específico — explicamos em cuidador de idosos noturno em Toledo.

Perguntas frequentes

Quantos idosos se internam por queda no Paraná?

Foram 13.077 internações de pessoas idosas por queda em 2025, segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, com 412 óbitos — metade deles em pessoas com mais de 80 anos.

Onde acontece a maior parte das quedas de idosos?

Dentro da própria casa, em situações de rotina: banheiro, caminho até o banheiro à noite, quarto e sala. Por isso as recomendações de prevenção se concentram em iluminação, barras de apoio, retirada de tapetes e calçado adequado.

Remédio pode causar queda em idoso?

Sim. Medicamentos que dão sonolência, tontura ou queda de pressão aumentam o risco, e o risco cresce quando várias medicações são usadas ao mesmo tempo. Por isso a Sesa recomenda revisão periódica dos medicamentos com a equipe de saúde.

O que fazer imediatamente depois de uma queda?

Não levantar a pessoa às pressas. Verificar se há dor intensa, deformidade em membro, impossibilidade de apoiar o pé, ferimento na cabeça, uso de anticoagulante ou perda de consciência — nesses casos, procurar atendimento. Toda queda, mesmo sem lesão aparente, merece ser contada ao médico na consulta seguinte.

Fontes

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