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31 de julho de 2026

Boletim da Sesa: internações por síndrome respiratória caem no Paraná, mas metade dos idosos ainda não se vacinou

O boletim da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná da semana epidemiológica 29, encerrada em 27 de julho de 2026, aponta queda de 15,5% nos casos de SRAG. A cobertura vacinal contra a gripe entre idosos está em 52,83%, pouco acima da metade da meta de 90%. Na Regional de Toledo, a queda foi de 1,5%.

Boletim da Sesa: internações por síndrome respiratória caem no Paraná, mas metade dos idosos ainda não se vacinou

O boletim epidemiológico de síndromes respiratórias divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) em 29 de julho de 2026 traz duas informações que a família de um idoso precisa ler junto.

A primeira é boa: o estado registra 15.999 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, contra 18.944 no mesmo período de 2025, com queda de 15,5% na semana epidemiológica 29, encerrada em 27 de julho. Na Regional de Saúde de Toledo, a redução foi de 1,5%.

A segunda preocupa: a cobertura da vacina contra a gripe entre pessoas de 60 anos ou mais está em 52,83%, com 1.103.324 doses aplicadas. A meta do estado é 90% do público-alvo, o equivalente a 2.960.260 paranaenses. Ou seja: quase metade dos idosos do Paraná chegou ao pico do inverno sem a dose deste ano.

Por que isso importa mais depois dos 60

SRAG é a forma grave de uma infecção respiratória — aquela que leva à internação. Os casos se concentram nos extremos de idade: crianças pequenas e pessoas idosas. Quanto mais avançada a idade, maior a letalidade.

Em pessoas com fragilidade, demência, sequela de AVC ou restrição ao leito, o quadro costuma começar diferente do esperado. Nem sempre há febre alta ou tosse clássica. Muitas vezes o primeiro sinal é confusão mental nova, sonolência, recusa de alimento ou queda repentina do apetite e da disposição.

Sinais de alerta que pedem avaliação no mesmo dia

  • falta de ar, respiração curta ou rápida, batimento das asas do nariz
  • lábios ou pontas dos dedos arroxeados
  • febre que não cede ou temperatura abaixo do normal
  • confusão mental que apareceu de uma hora para outra
  • queda da saturação de oxigênio, quando a família tem oxímetro em casa
  • recusa de líquidos e sinais de desidratação

O que a família pode fazer nesta semana

  • Conferir a caderneta e vacinar. Além da gripe, estão disponíveis nas unidades de saúde as vacinas contra Covid-19 e outras do calendário do idoso.
  • Vacinar também quem convive. Filhos, netos e o próprio cuidador reduzem a chance de levar o vírus para dentro de casa.
  • Cuidar do ambiente. Ventilar os cômodos por alguns minutos por dia, mesmo no frio, e evitar aglomeração dentro de casa quando alguém está gripado.
  • Manter a hidratação. No frio, o idoso sente menos sede e bebe menos água — e a desidratação piora qualquer quadro respiratório.
  • Não adiar avaliação. Em idoso frágil, a piora costuma ser rápida.

Quando o quadro exige acompanhamento contínuo em casa ou presença durante uma internação, vale entender a diferença entre os formatos de cobertura — reunimos isso em cuidador de idosos no Oeste do Paraná e em acompanhante hospitalar em Toledo.

Perguntas frequentes

Ainda dá tempo de tomar a vacina da gripe em 2026?

Sim. A vacinação contra a gripe segue disponível para toda a população a partir dos seis meses de idade nas unidades de saúde do Paraná, e a cobertura entre idosos ainda está distante da meta de 90%.

Quais são os sinais de infecção respiratória grave em idoso?

Falta de ar, respiração rápida, lábios arroxeados, febre persistente, queda de saturação e confusão mental de início súbito. Em pessoas idosas, confusão, sonolência e recusa de alimento podem ser o primeiro sinal, antes mesmo da tosse.

Idoso acamado também deve se vacinar?

Sim, e é justamente o grupo com maior risco de complicação. Quando há restrição ao leito, a família deve procurar a unidade de saúde de referência para orientação sobre vacinação em domicílio.

Fontes

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